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Maestro dos sons eruditos, falecido aos 72 anos, Roberto Tibiriçá deixa legado que inclui atuação na área fonográfica

Falecido no sábado, 3 de novembro, aos 72 anos, o maestro Roberto Tibiriçá (1954 – 2026) trabalhou em gravadoras, editando álbuns das pianistas Guiomar Novaes (...

Maestro dos sons eruditos, falecido aos 72 anos, Roberto Tibiriçá deixa legado que inclui atuação na área fonográfica
Maestro dos sons eruditos, falecido aos 72 anos, Roberto Tibiriçá deixa legado que inclui atuação na área fonográfica (Foto: Reprodução)


Falecido no sábado, 3 de novembro, aos 72 anos, o maestro Roberto Tibiriçá (1954 – 2026) trabalhou em gravadoras, editando álbuns das pianistas Guiomar Novaes (1895 – 1979) e Magda Tagliaferro (1893 – 1986) Reprodução / Facebook Roberto Tibiriçá ♫ OBITUÁRIO ♬ A morte do maestro Roberto Tibiriçá Passos (5 de janeiro de 1954 – 3 de outubro de 2026) – ocorrida aos 72 anos, em decorrência de um câncer, na madrugada de sábado, em São Paulo (SP), cidade natal do artista – enluta todo o universo da música erudita brasileira por Tibiriçá ter sido referência no gênero. Afinal, ao longo de mais de 50 anos de carreira iniciada como pianista, Roberto Tibiriçá esteve na direção de orquestras relevantes como a Orquestra Sinfônica Brasileira (OSB), a Orquestra Petrobras Sinfônica, a Sinfônica Heliópolis, a Orquestra Sinfônica de Minas Gerais e a Orquestra Sinfônica do Paraná. Durante todo esse tempo como maestro e regente titular, Tibiriçá ainda promoveu conexões da música erudita com a música popular do Brasil, tendo trabalhado ocasionalmente com grandes nomes da MPB em concertos destinados a um público mais amplo. Como regente de alguns concertos do projeto Aquarius, por exemplo, o maestro dos sons eruditos se conectou com cantores como Lenine, Adriana Calcanhotto e Luedji Luna. Tibiriçá apreciava a mistura de estilos. Não bastasse tudo isso, Tibiriçá também atuou como diretor artístico de gravadoras brasileiras como a RGE / Fermata e a Copacabana, bancando e promovendo nessas companhias as edições de discos de música clássica, caso do único álbum gravado no Brasil pela pianista Guiomar Novaes (1895 – 1979) – somente com músicas de compositores brasileiros como Camargo Guarnieri (1907 – 1993 e Heitor Villa-Lobos (1887 – 1959) – e editado em 1974 via RGE. Outra contribuição de Roberto Tibiriçá na área fonográfica, já como um dos diretores da gravadora Copacabana, foi avalizar um dos últimos álbuns da pianista fluminense Magda Tagliaferro (1893 – 1986), “Gravado em recital”, disco editado em 1979 com título alusivo ao fato de ter sido gravado ao vivo em concerto no Museu de Arte de São Paulo (Masp), na cidade de São Paulo (SP). Enfim, Roberto Tibiriçá deixa legado inestimável ao sair de cena aos 72 anos, em plena atividade profissional.